Melhor do que um Papa... só mesmo outro Papa!!

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terça-feira, 22 de abril de 2008

Papa aos jovens americanos e aos de todo o mundo...

E hoje? Quem leva o testemunho da Boa Nova de Jesus às ruas de Nova York, nos subúrbios inquietos às margens das grandes cidades, aos lugares nos quais os jovens se reúnem em busca de alguém em quem confiar? Deus é nossa origem e nosso destino, e Jesus é o caminho. O percurso desta viagem articula-se – como o dos nossos santos – entre alegrias e provações da normal vida quotidiana: nas suas famílias, nas escolas e nos colégios, durante as suas atividades no tempo livre e nas suas comunidades paroquiais. Todos estes lugares são marcados pela cultura na qual crescem. Como jovens americanos são-lhes oferecidas muitas possibilidades para o seu desenvolvimento pessoal, e vós fostes educados com um espírito de generosidade, serviço e imparcialidade. Mas não precisais que eu vos diga que existem também dificuldades: comportamentos e formas de pensar que sufocam a esperança, caminhos que parecem conduzir à felicidade e à satisfação, mas que levam somente à confusão e à angústia.


Vós já percebestes quantas vezes a reivindicação da liberdade é feita sem jamais se referir à verdade da pessoa humana? Existem pessoas que defendem que o respeito da liberdade do cidadão torne injusta a busca da verdade, incluindo a verdade sobre o que é o bem. Em alguns lugares, falar da verdade é considerado como fonte de discussão ou de divisões e, portanto, deve ser reservado à esfera pessoal. E no lugar da verdade – ou melhor, da ausência da verdade – difundiu-se a idéia de que, dando valor indiscriminadamente a tudo, assegura-se a liberdade e se liberta a consciência. É o que chamamos de relativismo. Mas qual é o objetivo da ‘liberdade’ que, ignorando a verdade, persegue o que é falso ou injusto? A quantos jovens foi oferecida uma mão que, em nome da liberdade ou da experiência, os guiou ao vício das drogas, à confusão moral ou intelectual, à violência, à perda de respeito por si mesmos, ao desespero e até, tragicamente, ao suicídio?


Queridos amigos, a verdade não é uma imposição. Nem é simplesmente um conjunto de regras. É a descoberta de Alguém que nunca nos trai; de Alguém em quem podemos sempre confiar. Ao procurar a verdade, chegamos a viver com base na fé porque, definitivamente, a verdade é uma pessoa: Jesus Cristo. É esta a razão pela qual a autêntica liberdade não é uma escolha de se ‘desvincular’ de algo. É uma decisão pelo ‘empenho por’; nada mais do que sair de si mesmos e deixar-se envolver no ‘ser pelos outros’ de Cristo (cf. Spe salvi, 28).


Por vezes, porém, somos tentados em fechar-nos em nós mesmos, duvidar da força do esplendor de Cristo, limitar o horizonte da esperança. Tomem coragem! Fixem o olhar nos nossos santos! A diversidade de suas experiências da presença de Deus nos sugere descobrir novamente a amplidão e a profundidade do cristianismo. Deixem que a sua fantasia se expanda livremente ao longo do discipulado cristão. Por vezes, somos consideradas pessoas que falam apenas de proibições. Nada pode ser mais distante da verdade! Um autêntico discipulado cristão é caracterizado pelo sentido de admiração. Estamos diante daquele Deus que conhecemos e amamos como um amigo, diante da vastidão de sua criação e da beleza de nossa fé cristã.


3 comentários:

Rodrigo disse...

Sempre me ensinaram a por a fonte nos documentos...

HMS disse...

Pôr ainda tem acento... com e sem acordo ortográfico... Ou tens uma fonte nova!?

Catarina Nicolau Campos disse...

Olhemos menos para a forma e mais para o conteúdo...